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Grécia e eurobonds na ementa da cimeira de Bruxelas

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Grécia e eurobonds na ementa da cimeira de Bruxelas

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A Grécia deve permanecer na zona euro mas tem de respeitar os seus compromissos. Esta é uma das principais conclusões da cimeira informal dos dirigentes da União Europeia que decorreu em Bruxelas na última noite. Contudo, embora nenhum chefe de Estado ou de governo o tivesse admitido publicamente, a eventualidade da Grécia abandonar a moeda única começou a ser preparada.
 
O chefe do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, recordou que “a zona euro mostrou uma solidariedade considerável ao desembolsar, juntamente com o FMI, quase 150 mil milhões de euros de ajuda à Grécia desde 2010.”
 
Já a questão das obrigações europeias foi menos unânime. O presidente francês, François Hollande, deseja ver esta perspetiva inscrita no futuro da União Europeia, enquanto a chanceler alemã, Angela Merkel, continua reticente a esta ideia.
 
“Eu respeito o ponto de vista da sra. Merkel quando afirma que os eurobonds não são um instrumento de crescimento, em si mesmos, mas são um instrumento que, em certas condições, podem permitir o crescimento. Portanto vamos continuar esta discussão” – afirmou o chefe de Estado francês que efetuou ontem a sua estreia nas cimeiras europeias.
 
A noite foi sobretudo de discussão, as decisões ficam mais tarde com explica o correspondente da euronews em Bruxelas, Rudolph Herbert: “As decisões só vão ser tomadas na próxima cimeira no final de junho. Depois de uma longa noite, podemos dizer que as diferenças foram grandes em muitas matérias. O debate vai aquecer nas próximas semanas.”