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Nem a urgência une a zona euro, dividida em duas

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Nem a urgência une a zona euro, dividida em duas

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As manchetes dos jornais gregos de hoje são bastante elucidativas sobre a Torre de Babel instalada em Bruxelas. No entanto, a incompreensão não é linguística, é mesmo ideológica. Como se os ponteiros dos relógios dos 27 estivessem afetados por uma onda magnética. Uns viram para Merkel e outros tentam travar o recém chegado Quixote com a exigência dos eurobonds.

Os 27 são unânimes apenas quanto à necessidade de Atenas se manter na zona euro, mas preparam o terreno para alguma inevitabilidade depois das legislativas de junho.

A chanceler alemã insiste que a Grécia tem de fazer descer o défice e proceder reformas estruturais, depois das eleições.

Angela Merkel. Chanceler alemã:
“- Queremos que Grécia fique no euro, mas fazemos questão em que cumpra os compromissos assumidos”.

Sobre a questão da mutualização da dívida na zona euro, há duas tendências: a de os criar como um prémio de crescimento, ou seja, tendência Merkel, e a de os criar como alavanca, como quer Hollande:

“Respeito o ponto de vista de Angela Merkel quando diz que os eurobonds não são um instrumento de crescimento em si mesmos, mas que podem proporcionar crescimento em certas situações. De modo que o debate vai continuar”

Na prócima cimeira em junho, continuarão na agenda os eurobonds e as medidas de crescimento.