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PE aprova quarta resolução de crítica à Ucrânia

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PE aprova quarta resolução de crítica à Ucrânia

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Pela quarta vez, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que critica o tratamento que o regime da Ucrânia dá à oposição. O caso mais grave é o da ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko, condenada a sete anos de prisão e atualmente hospitalizada. Um eurodeputado holandês, que a vai visitar este fim-de-semana, explica a importância de manter a pressão.

“É uma resolução mais específica, aprovada após o novo acordo entre Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, e o primeiro-ministro da Ucrânia. No caso de Yulia Tymochenko, menciona o atraso no recurso sobre a sentença de prisão, a necessidade de um julgamento justo e de que ela receba adequados cuidados hospitalares, incluindo que seja vista por médicos estrangeiros”, disse à euronews Johannes Cornelis Van Baalen, do Partidos dos Liberais e Democratas.

A Ucrânia é um dos organizadores do campeonato europeu de futebol deste Verão (com a Polónia). Vários políticos europeus recusam-se a participar nas cerimónias e jogos, mas não foi decretado um boicote oficial.

“Este campeonato é um grande festa para o povo ucraniano, do qual se orgulham – bem como o povo polaco. Os ucranianos estão muito satisfeitos por finalmente receberem este evento. Se algumas pessoas decidem não assistir aos jogos, tudo bem, mas não deve ser transformado num símbolo político através de um boicote”, explicou à euronews o eurodeputado polaco, Marek Siwiec, do partido dos socialistas e democratas.

A filha de Yulia Timoshenko tenta sensibilizar a comunidade internacional para a situação na Ucrânia. Na visita ao Parlamento Europeu, reunido em plenário em Estrasburgo, mostrou-se pessimista sobre as eleições de Outubro.

“Tal como a minha mãe, pensamos que estas eleições vão ser as mais sujas da história da Ucrânia. Já há sinais disso com candidatos da oposição de certas regiões a serem perseguidos e presos. Há uma enorme pressão das autoridades locais para que se vote em apoio à presidência”, disse à euronews Eugenia Tymoshenko.

A União Europeia congelou o processo político com vista à assinatura de um acordo de parceria comercial com a Ucrânia, como forma de pressionar o Presidente Alexander Lukashenko a abandonar a perseguição política e judicial de membros da oposição e outras violações dos direitos humanos.