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Candidato da Irmandade Muçulmana lidera contagem no Egito

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Candidato da Irmandade Muçulmana lidera contagem no Egito

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O candidato da Irmandade Muçulmana vai à frente nas presidenciais do Egito, com cerca de metade dos votos contados.

Tudo indica que Mohamed Morsi vai à segunda volta das eleições, marcadas para o próximo mês, contra Ahmad Shafiq, o antigo líder da Força Aérea e último primeiro-ministro de Hosni Mubarak.

Os egípcios parecem divididos entre o medo do islamismo e o receio de regressar ao antigo regime. Uma eleição de Shafiq significa, aos olhos da opinião pública, uma maior proximidade entre a chefia de Estado e os militares.

Morsi lidera com 30% o que, para as organizações defensoras dos direitos humanos, demonstra a força da Irmandade Muçulmana junto do eleitorado mais pobre.

“Há uma recuperação eleitoral de várias camadas da sociedade, sobretudo das camadas mais pobres e dos analfabetos, principalmente por parte dos partidos de caráter religioso, o que tem repercussões importantes nos resultados da votação”, diz Nabil Ibrahim, presidente da Federação Egípcia dos Direitos Humanos.

A primeira volta das eleições, que decorreu quarta e quinta-feira, foi o primeiro escrutínio livre no país.

O regime comandado por Hosni Mubarak caiu no início do ano passado, depois de uma onda de manifestações que varreram o país.

O papel do presidente ainda está por determinar, já que a Constituição atual foi suspensa e a nova continua em ponto morto.