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Crise na Grécia: Serviços de saúde cada vez mais inacessíveis

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Crise na Grécia: Serviços de saúde cada vez mais inacessíveis

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O alerta foi feito pelos Médicos do Mundo: há cada vez mais europeus a não ter acesso aos serviços de saúde básicos. Alguns porque não estão sequer inscritos nos serviços nacionais públicos. Muitos porque têm dinheiro para pagar médicos e medicamentos.
A Grécia é um dos casos mais dramáticos. O país pode estar à beira de uma crise humanitária, de acordo com a organização não governamental, que esteve esta semana em Atenas.
Muitas farmácias, sem stocks, nem dinheiro, acabam por fechar. Existem algumas que, por solidariedade, entrega medicamentos de forma gratuita aos clientes necessitados. Mas a situação está quase em ruptura. Evaggelia Rousi, farmacêutica grega, lembra que “o Estado não paga há um ano e meio. Temos uma dívida enorme, não dá para aguentar mais assim”.

E uma percentagem grande dos orçamentos familiares são deixados nas farmácias.
A família Kazulas, por exemplo, vive uma situação dramática.
Sem empregos, não tem dinheiro para pagar as contas básicas de eletricidade e gás.
Gastam a maior parte do magro rendimento em medicamentos para Helena, a matriarca da família, que sofre de problemas respiratórios e cardíacos.
Em desespero recorreram às clínicas gratuítas de Atenas, mas com milhares milhares de gregos na mesma situação, a ajuda pode chegar tarde demais.