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Mario Draghi: "Faz falta um salto corajoso com imaginação política"

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Mario Draghi: "Faz falta um salto corajoso com imaginação política"

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Em Roma, enquanto manifestantes na rua gritavam vergonha, Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, discursava na universidade La Sapienza.

Segundo Draghi, nos próximos tempos, os governos europeus devem diminuir a despesa corrente e, passados os piores momentos da crise, devem baixar os impostos para favorecer o crescimento económico, acompanhado de rigor orçamental.

“Vivemos um momento crucial da história da União Europeia. A crise da dívida soberana evidenciou grandes debilidades na sua estrutura institucional.

Chegámos a um ponto em que, para que o processo de integração europeia sobreviva, faz falta um salto corajoso com imaginação política”, sublinhou o presidente do Banco Central Europeu.

Mas, se o presidente francês, François Hollande,
pretende fazer a Europa adotar uma agenda de crescimento, a chanceler alemã Angela Merkel repetiu na quinta-feira que não faz qualquer sentido reduzir tudo aos eurobonds.

“Não faz sentido tapar tudo com eurobonds, ou quaisquer outras coisas de aparente solidariedade, e criar na Europa situações que serão depois ainda mais difíceis do que as que temos atualmente”,
afirmou Merkel.

A Alemanha, paladino da austeridade na Europa, tem-se oposto frontalmente ao presidente francês, partidário de um mutualismo parcial da dívida dos países da zona euro através da emissão de euro obrigações.