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Parlamento Europeu denuncia abusos contra os homossexuais

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Parlamento Europeu denuncia abusos contra os homossexuais

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Os membros do Parlamento Europeu criticaram duramente a homofobia na Europa. Seis Estados são especialmente visados: a Lituânia, a Letónia, a Hungria, Rússia, a Ucrânia e a Moldávia.

Numa resolução aprovada esta quinta-feira, o Parlamento denuncia entre outras coisas, as leis e projectos de lei que penalizam a alegada “propaganda da homossexualidade” nesses países, uma fórmula muito ambigua que segundo quem a interprete, pode ir desde vetar as obras de Oscar Wilde até proibir os homossexuais de passearem de mãos dadas.

O porta-voz da Associação Internacional de Gays e lésbicas reclama:

“O que precisamos é de abertura e de informação. As leis, tenham o alcance que tiverem, são apenas um elemento entre outros para formar a opinião pública. Mas o que é importante é falar livremente, e essas leis na Rússia, Ucrânia e Moldávia são perigosas precisamente porque pretendem impedir o debate.”

Se os ataques dos radicais contra os homossexuais e a proibição dos desfiles no dia do orgulho gay são moeda corrente na Europa do Leste, as leis complicam ainda mais a situação da comunidade gay.

Agora, só o facto de se ostentar um cartaz sobre homossexualidade é um delito, e custou uma multa de 135 euros, que poderia chegar até os 14 mil euros a um ativista russo, em virtude da lei que castiga a propaganda homossexual.

Como reconhecia recentemente um das ativistas russos da Associação Internacional de Gays e Lésbicas estas leis são uma forma de amordaçar os protestos sociais e isolar ainda mais os homossexuais:

“No mundo do trabalho, a maioria das vezes não podemos dizer quem somos realmente. Arriscamo-nos ao despedimento, a piadas de mau gosto ou mesmo ao ódio. Os homossexuais e os transexuais são objeto de violência física e verbal”

Os deputados que estão por trás das controversas leis asseguram que o objectivo é proteger os menores. Um argumento ridículo para os críticos da lei, que assinalam que é virtualmente impossível convencer alguém a ser homossexual.