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Ucrânia: eleições antecipadas depois de confrontos parlamentares

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Ucrânia: eleições antecipadas depois de confrontos parlamentares

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O presidente do parlamento da Ucrânia quer convocar eleições antecipadas depois da assembleia nacional se ter se transformado num ringue de luta, esta quinta-feira.
Durante o debate de uma proposta do Partido das Regiões, sobre a possibilidade de adotar o russo como segunda língua oficial, os subscritores do projeto de lei, os deputados que suportam o governo e os deputados da oposição decidiram resolver as diferenças à força.

De forma mais pacífica, centenas de pessoas saíram às ruas de Kiev, em protesto contra a possível aprovação da lei.

Kateryna Chepura, do movimento cívico “Vidsich”, teme que “aqueles que falam ucraniano deixem de precisar da língua, deixem de a aprender, não havendo necessidade de estudar ucraniano nas escolas e universidades porque o russo será suficiente. Desta forma, o ucraniano vai ser afastado de todas as esferas.”

No parlamento a proposta devia ter continuado a ser discutida esta sexta-feira, mas a oposição boicotou o debate e a sessão foi cancelada.

Vadym Kolesnichenko, do Partido das Regiões garante que “o projeto de lei é baseado na paz e na estabilidade do estado. Claro que nem os pró-russos, nem os nacionalistas ucranianos ficam satisfeitos. Uns querem que o russo seja língua oficial, outros querem só o ucraniano. Nós defendemos que a Ucrânia é um Estado multilinguístico e multi-étnico.”

A nova lei propõe que em pelo menos 13 dos 27 estados ucranianos, o russo passe a ser a segunda língua oficial, ensinada e utilizada até nas repartições públicas.

A correspondente da Euronews em Kiev, Angelina Kariakina, lembra que “o partido das regiões reclama que o objetivo do projeto de lei é defender os direitos de todos os cidadão da Ucrânia, independentemente da nacionalidade. De qualquer forma, os manifestantes, apoiados pelos intelectuais do país, estão convencidos que o documento promove a língua russa e que no futuro, o ucraniano vai desaparecer.”