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"A loja dos suicídios" ressuscita a animação em Cannes

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"A loja dos suicídios" ressuscita a animação em Cannes

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O último filme do realizador francês Patrice Leconte está longe de ser um suicídio na carreira do cineasta.

A película de animação, “a loja dos suicídios” foi apresentada no programa júnior do festival de Cannes.

Um musical tragico-cómico num mundo cinzento e depressivo, colorido apenas por uma pequena loja e os respetivos donos – entre família Adams e o mundo de Tim Burton – especializados numa parafrenália de objetos com uma única função: levá-lo desta para melhor.

O realizador explica: “penso que o slogan dos cartazes já diz tudo, ‘se a sua vida é um fracasso, a sua morte vai ser um êxito’. Não é uma apologia do suicídio nem uma brincadeira, é simplesmente uma realidade. Uma sociedade em crise, pessoas que perderam o gosto pela vida e nisto tudo vai surgir o pequeno Alain de oito anos e que vai abalar toda esta tristeza. Trata-se de uma fábula, uma fábula moderna mas terrivelmente inspirada na nossa sociedade, e é isso que me agrada neste filme”.

Depois de ressuscitar o cinema de animação em Cannes, a “loja dos suicídios” tem estreia prevista em toda a Europa para depois do verão.