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Declarações da diretora do FMI indignam Atenas

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Declarações da diretora do FMI indignam Atenas

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As declarações da diretora do FMI ao jornal britânico The Guardian foram acolhidas na Grécia como uma “humilhação”.

Christine Lagarde rejeitara ontem qualquer renegociação das condições do plano da “troika”, afirmando que o país tem de, “aprender a pagar os impostos”.

Lagarde referiu ainda ter mais simpatia pelas crianças em África do que por certos pobres em Atenas.

Declarações mais tarde retificadas pela responsável, mas que não evitaram uma vaga de indignação na capital grega.

Um habitante de Atenas lembra que, “tinha uma pensão de 1780 euros e agora é apenas de 1220. O que é suposto dizer ao meu filho deficiente, que a senhora Lagarde está a fazer experiências em meu nome?”.

Outro afirma, “de que é que são culpadas as duas ou três mil pessoas que se suicidaram?”.

Outra ainda sublinha, “a senhora Lagarde precisa de falar com o povo, não com os políticos, e assim poderá ver o pouco que temos para comer, o quanto trabalhamos e o que pagamos para o estado”.

As declarações da diretora do FMI arriscam-se a inflamar ainda mais a revolta dos gregos contra o plano de resgate da “troika”, a três semanas da Grécia repetir as legislativas. ^

No último sufrágio, 60% dos eleitores tinham votado por partidos opostos às medidas de austeridade impostas pelo FMI, União Europeia e Banco Central Europeu.