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Egito: Ahmad Chafiq contra-ataca e diz que não haverá regresso ao passado

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Egito: Ahmad Chafiq contra-ataca e diz que não haverá regresso ao passado

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Ahmad Chafiq que vai disputar a segunda volta das presidenciais com Mohamed Morsi da Irmandade Muçulmana nos próximos dias 16 e 17 de junho, prometeu que não haverá regresso ao passado caso ganhe.

Esta é a resposta é resposta de Chafiq aos Irmãos Muçulmanos que na sexta-feira afirmaram que só a vitória de Mohamed Morsi pode salvar a revolução.

“Estendo a minha mão a todos os egípcios. Aceito todos os diálogos com os políticos de todas as forças. Insisto em ficar ao lado do povo e convido todos a fazer o mesmo”, disse Ahmad Chafiq.

A Irmandade Muçulmana apelou a todos os egípcios para que na segunda volta apoiem o seu candidato contra Ahmad Chafiq, uma das figuras do regime de Hosni Mubarak de quem foi Primeiro-Ministro.

Entretanto o candidato Hamdin Sabahi, que não passou à segunda volta, vai apresentar hoje um recurso para suspender a segunda volta das eleições, alegando infrações registadas na primeira votação.

O candidato esquerdista Hamdin Sabahi, que não passou à segunda volta nas eleições presidenciais no Egito, segundo dados provisórios, anunciou hoje que vai impugnar os resultados para suspender o processo eleitoral.
O Egito realizou na quarta e na quinta-feira eleições presidenciais para eleger o sucessor de Hosni Mubarak, derrubado por uma revolta popular em fevereiro de 2011.
Anad Hamdi, coordenador da campanha daquele candidato, em declarações à agência EFE, indicou que a equipa vai apresentar no domingo um recurso na Comissão Eleitoral Presidencial para suspender a segunda volta das eleições, prevista para 16 e 17 de junho, alegando infrações registadas na primeira votação.
Avançou ainda que Sabahi vai pedir o cancelamento da segunda volta eleitoral para esperar pelo veredicto do Tribunal Constitucional sobre a aplicação da Lei de Isolamento Político, que impede aos antigos responsáveis de altos cargos do regime de Hosni Mubarak de se apresentarem às presidenciais.
Por todas estas razões, a campanha de Sabahi vai instar as autoridades eleitorais a não divulgar os resultados oficiais do escrutínio, prevista para a próxima terça-feira.