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Azeite: Vítima colateral da crise económica

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Azeite: Vítima colateral da crise económica

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O azeite está a viver uma crise, vítima colateral dos problemas económicos da Europa.

O preço do alimento base da dieta mediterrânea caiu em maior para mínimos de dez anos, agravando os problemas de Espanha, Grécia e Itália. A queda do consumo fez cair a tonelada de azeite extra virgem para 2300 euros. Em 2005 valia 4800 euros.

Espanha, com 43 por cento, é o maior produtor, seguida da Grécia (10%), Itália (14%) e Portugal (2,8%). No total, produzem cerca de 70% do azeite mundial.

A produção é vital para os rendimentos das áreas rurais, já afetadas pela crise económica e pela subida do desemprego.

Mas é nesses mesmos países que o consumo de azeite mais caiu. Em Espanha a procura interna está em mínimos de dez anos. Na Grécia e Itália atinge níveis de 1995. Quando o dinheiro não abunda, os consumidores procuram alternativas baratas e, neste caso, ganham os óleos vegetais.

Fanis Vlacholias, presidente de uma empresa grega de produção de azeite, afirma: “O pior cenário seria parar a produção e, eventualmente, o desaparecimento da empresa. Faz-nos regredir vários anos e todo o nosso trabalho foi em vão”.

Este ano, estima-se que o excedente de produção supere o valor recorde um milhão de toneladas. A União Europeia decidiu agir, pagando subsídios ao armazenamento à espera de dias melhores.