Última hora

Última hora

Assad diz que o problema da Síria se chama "terrorismo"

Em leitura:

Assad diz que o problema da Síria se chama "terrorismo"

Tamanho do texto Aa Aa

O sucesso do plano de paz de Kofi Annan para a Síria depende do fim do terrorismo. Foi esta a mensagem que Bashar al-Assad transmitiu ao emissário da ONU e da Liga árabe para a Síria durante um encontro em Damasco. O presidente nega qualquer envolvimento no massacre de Hula e atribui o aumento de assassinatos e de raptos no país a grupos terroristas.

Declarações que deixaram Ancara à beira de um ataque de nervos. “A paciência tem limites e acredito que a paciência do Conselho de Segurança das Nações Unidas também. Levar a cabo um crime como este com o mundo inteiro a assistir e enquanto no terreno se encontram observadores das Nações Unidas é ridicularizar e a desafiar as pessoas” afirma o primeiro-ministro turco.

A aplicação do plano de paz parece cada vez mais difícil. O chefe da diplomacia russo, Serguei Lavrov, considera que esta é a única via para acabar com o conflito, mas não esconde a apreensão: “Estamos com certeza preocupados com o descarrilar do plano de Kofi Annan. E, neste momento, o pretexto que está a ser usado prende-se com o evento que ocorreu em Hula a 25 de maio. Estamos, também, preocupados com o facto de o líder do Conselho Nacional Sírio ter lançado um apelo à liberação até que o Conselho de Segurança das Nações Unidas dê luz verde a uma intervenção militar externa.”

Em sinal de protesto contra o massacre em Hula, seis países expulsaram os embaixadores e representantes sírios dos territórios. É o caso, por exemplo, da Espanha e da Itália. Uma decisão já saudada pelo Conselho Nacional Sírio.