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Cinquenta anos de prisão para Charles Taylor, o primeiro chefe de Estado a ser condenado desde a Segunda Guerra Mundial.

Impassível, o antigo presidente da Libéria foi considerado culpado de crimes de guerra e contra a Humanidade, concretamente pelo apoio aos rebeldes da vizinha Serra Leoa, durante a guerra civil naquele país.

Para o seu advogado, Courtenay Griffiths, atribuir uma pena tão longa a um homem já com 64 anos coloca em causa a credibilidade e o impacto que uma condenação como esta pretende ter.

Mas, em Haia, onde decorreu o julgamento do Tribunal Especial para a Serra Leoa, vários ativistas relembraram a pena inicial pedida, 80 anos, e recordaram as vítimas do conflito.

Andie Lambe, da Global Witness, afirma que o veredito alimenta o objetivo de chamar à responsabilidade outros líderes, missão que a comunidade internacional “está a levar muito a sério.”

Mais de 50 mil pessoas morreram na Serra Leoa, entre 1991 e 2002. Os relatos de violações, mutilações, e outras atrocidades são incontáveis. Taylor era acusado de receber os chamados “diamantes de sangue” em troca do fornecimento aos rebeldes de comida, armas e combustíveis.

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