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Ocidente exasperado com Síria expulsa embaixadores

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Ocidente exasperado com Síria expulsa embaixadores

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A paciência da comunidade internacional para com o regime de Bashar Al-Assad começa a esgotar-se – sobretudo depois do massacre de Hula.

Esta terça-feira, os embaixadores e representantes da Síria foram expulsos de vários países, entre os quais o Reino Unido, a Espanha, mas também o Canadá ou a Austrália, por exemplo.

A França, que tomou a mesma medida, começa a equacionar igualmente o uso da força, na Síria. Isso mesmo afirmou François Hollande, o recém-empossado presidente francês, em entrevista à televisão pública: “A ação militar não está excluída, com a condição de que seja tomada no respeito do direito internacional, isto é, por uma deliberação do Conselho de Segurança da ONU.” O jornalista questiona: “Com o aval da Rússia e da China?” Ao que Hollande respondeu: Cabe-me a mim e outros dirigentes, convencer os russos e os chineses – mas também encontrar uma solução que não seja obrigatoriamente militar.”

Enquanto François Hollande espera a visita de Vladimir Putin, este fim de semana, em Paris, Kofi Annan reuniu-se, esta terça-feira, com Bashar Al-Assad, a quem exigiu que ponha fim à violência.

“As palavras são maravilhosas mas é a ação é melhor. O importante é demonstrar, através da ação, um verdadeiro compromisso para com o plano de paz. E é isso que a comunidade internacional está a pedir, neste momento: ações e não palavras”, afirmou Kofi Annan. Em Damasco, o enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria ouviu Bashar Al-Assad atribuir o massacre de Hula a grupos terroristas. O presidente sírio diz que o sucesso do plano de paz de Kofi Annan depende do fim do terrorismo.