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Irlanda referenda tratado orçamental europeu

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Irlanda referenda tratado orçamental europeu

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Os resultados dos referendos na Irlanda não têm sido propriamente favoráveis à Europa. Nem o tratado de Nice, nem o de Lisboa, receberam luz verde por aqui. Daí que a expetativa em torno da consulta popular sobre o tratado orçamental seja ainda maior.

O primeiro-ministro, Enda Kenny, protagonizou uma intensa campanha pelo “sim” ao pacto orçamental que, no entanto, não necessita da aprovação de todos os países da zona euro, apenas de doze. Os britânicos e os checos optaram, desde o início, por ficar de fora.

O Sinn Fein, de Gerry Adams, fez o contraponto, ao defender que a ratificação torna definitivo o princípio da austeridade na Constituição irlandesa.

Quem decide são os 3,1 milhões de eleitores que enfrentam a realidade de uma taxa de desemprego na ordem dos 14 por cento e a execução de um plano de resgate de 85 mil milhões de euros, que tem obrigado os irlandeses a apertar cada vez mais o cinto.