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Nas ruas do Cairo, perto do Tribunal, a maioria da população não está satisfeita com as decisões da Justiça, que considera brandas: prisão perpétua para Hosni Mubarak e para o ex-ministro do Interior, pela morte de 800 manifestantes, mas seis antigos comandantes da polícia foram absolvidos do mesmo crime e os filhos do ditador ilibados das acusações de corrupção.

“Mas que sentenças são estas? Prisão perpétua para Mubararak, que tem mais de 80 anos? E agora vai apresentar recurso – tal como o ex-ministro do Interior? E, ainda por cima, os irmãos Mubarak foram ilibados?! Isto são decisões de um regime autoritário corrupto”, revolta-se um egípcio. Hoje diz: “Hoje, contestamos completamente a decisão do tribunal. Não é justa nem é suficiente para os milhares e milhares de mártires e de feridos. Esta decisão não satisfaz ninguém.”

Na praça Tahrir, epicentro da revolução que depôs Hosni Mubarak, a raiva é a mesma.

“Jamal e Alaa, os filhos de Mubarak, não deviam ter sido julgados assim! Se não são culpados, quem são os responsáveis pelas mortes, pelos feridos? Quem é que está por detrás dos mais de 1500 mártires que foram mortos e dos mais de 5000 que foram feridos? Não percebo porque é que o tribunal decidiu absolver os comandantes da polícia. Porque é que os mártires derramaram o sangue desta forma vã? Perdemos os nossos direitos e as pessoas que votaram em Ahmed Shafiq estão a impedir-nos de recuperá-los”, diz, entre lágrimas e revolta, uma mulher que perdeu o marido durante as manifestações, e agora vê o ex-primeiro-ministro de Mubarak – Ahmed Shafiq – chegar à segunda volta das presidenciais.

Riad Muasses, o enviado da euronews ao Cairo, resume assim o sentimento da população: “As decisões do Tribunal contra o ex-presidente Hosni Mubarak e os seus assessores não satisfazem as expectativas dos egípcios. Exigem o respeito do sangue dos mártires e pedem um novo julgamento.”

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