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Hosni Mubarak volta este sábado a tribunal para conhecer o veredicto sobre a acusação que lhe foi imputada de mandar matar protestantes quando era presidente do Egito.

A expectativa é grande para saber se o antigo presidente do Egito vai voltar a apresentar-se numa maca, como tem acontecido, ou a caminhar pelo próprio pé, segundo indiciam as recentes notícias de que Mubarak não está tão doente quanto havia sido divulgado.

Heba Morayef, advogada da ONG Human Rights Watch, sublinha que “este julgamento significa muito para o Egito”. “Vem acabar com a impunidade de que os presidentes detinham no país. E em termos regionais também é importante porque é a primeira vez que um líder árabe é julgado num tribunal normal”, destacou.

A organização Humans Right Watch acompanha com grande interesse o julgamento de Mubarak.
E o povo egípcio também. Há divisões sobre as previsões populares para o resultado do veredicto.

Um jovem mostra-se convicto de que Mubarak “vai ser absolvido ou apanha seis meses de pena suspensa”. E justifica a previsão com o caso dos oficias mais jovens também julgados: “80 por cento foram considerados inocentes”. “Não vejo como poderão agora condenar à morte ou à prisão a pessoa que deu as ordens a esses oficiais. Ou é absolvido ou apanha no máximo um ano de pena suspensa”, reforçou.

Um outro egípcio, mais velho, antevê a execução do antigo presidente: “Do meu ponto de vista, o veredicto justo seria condena-lo à morte. Ele não foi justo para os egípcios.”

Uma boa parte do povo conta com a execução.
Mas Mubarak ainda tem apoiantes. A duas semanas da segunda volta das presidenciais, o veredicto deste sábado pode provocar ainda mais instabilidade no Egito.

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