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Assad acusa "estrangeiro" e "colonialismo" da crise síria

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Assad acusa "estrangeiro" e "colonialismo" da crise síria

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A Síria é alvo de uma guerra vinda do estrangeiro. Esta é a mensagem de Bashar Al-Assad, no seu primeiro discurso perante o novo Parlamento de Damasco, saído das eleições do mês passado.

Um dia depois de Kofi Annan, o enviado da ONU e da Liga Árabe, ter dito que o espetro da guerra civil paira sobre a Síria, Bashar Al-Assad inverte a situação: a Síria é uma vítima de um complô estrangeiro.

“A comunidade internacional e certos países da região acreditam que o que se passa na Síria são apenas manifestações pacíficas nas ruas e que a violência é da exclusiva autoria do Estado. Hoje, um ano e meio depois, as coisas são claras, as máscaras caíram. O papel internacional desta crise está bem claro. As ambições coloniais são conhecidas há séculos, nunca mudaram e nunca vão mudar. O colonialismo é colonialismo, mesmo se as maneiras e os rostos mudam”, afirmou o presidente sírio.

O chefe de Estado repete ainda que a crise que o país atravessa não é um problema político mas sim uma questão de terrorismo. O terrorismo está a crescer, no país, e afeta todos, sem distinção, diz.

Bashar Al-Assad manifestou-se mesmo disposto a sentar-se à mesa com a oposição, mas apenas com a parte da oposição que não deseja uma intervenção militar estrangeira no país nem apoia grupos terroristas.