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Mercado pressiona europeus a encontrar soluções urgentes

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Mercado pressiona europeus a encontrar soluções urgentes

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Os títulos das dívidas espanhola e italiana estão a sofrer uma forte pressão no mercado.

Os prémios de risco das obrigações espanholas a dez anos estavam a cair, ligeiramente, esta segunda-feira, mas continuam muito acima do nível perigoso dos 6%. Na semana passada registaram máximos históricos.

No caso de Itália, as “yields” rondam os 5,8%, com o Banco Central Europeu inativo há três meses.

O analista Robert Halver justifica este cenário: “O tempo está a esgotar-se. A crise está por todo o lado. Em Espanha há uma crise bancária, há o receio de que a Grécia saía da zona euro e na Alemanha o pacto orçamental ainda não foi ratificado. Precisamos de resultados”.

O BCE exige ação urgente aos políticos. Mas a chanceler quer, antes de dar mais dinheiro, que os Estados entreguem mais soberania fiscal a Bruxelas, e rejeita as obrigações europeias.

Angela Merkel mantém assim o duelo à distância com o primeiro-ministro italiano. Mario Monti defendeu, este fim de semana, que as “eurobonds” são inevitáveis.

Os europeus caminham para uma cimeira onde terão de fazer escolhas difíceis para inverterem a falta de confiança geral, a começar nos bancos.

Os empréstimos interbancários estão em queda. No último trimestre de 2011 caíram em quase 640 mil milhões de euros, a maior descida desde 2008.