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BCE resiste à pressão e mantém taxa em 1%

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BCE resiste à pressão e mantém taxa em 1%

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O custo do dinheiro na zona euro mantém-se inalterado pelo sexto mês consecutivo. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa de juro de referência no mínimo histórico de um por cento.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, o BCE tinha espaço para um corte nas taxas que continuam a ser uma das mais elevadas do mundo, quando comparadas com as taxas nos Estados Unidos, Reino Unido e Japão. Mas a instituição resistiu à pressão, apesar do deterioração do contexto económico e do agravamento da crise.

O BCE mantém também inalterada a previsão de contração económica este ano. Mario Draghi reconhece: “O crescimento económico na zona euro permanece frágil, com os riscos a pesarem nas perspetivas económicas. As atuais tensões nos mercados obrigacionistas de alguns países e o impacto nas condições de crédito devem continuar a minar o crescimento”.

Ao manter as taxas inalteradas, o BCE acaba por aumentar a pressão sobre os dirigentes europeus para resolver a crise, numa altura em que o sistema bancário ameaça arrastar Espanha para um plano de resgate.

O BCE não quer agir em vez dos políticos, mas estende a mão aos bancos, concedendo-lhes um acesso ilimitado a liquidez até ao meados de janeiro do próximo ano.

Os analistas olham já para a reunião do BCE em julho, esperando então um corte das taxas de juro. Tudo vai depender das decisões políticas tomadas nas próximas semanas. A começar pelas eleições legislativas na Grécia, cruciais para manter o país no euro, e a cimeira europeia marcada para 28 e 29 de junho.