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Corrupção faz "florescer" populismo na Europa em crise

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Corrupção faz "florescer" populismo na Europa em crise

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Relações obscuras entre políticos e interesses privados causam desconfança, mas são mais perigosas quando a população sofre com a austeridade. Desiludida com as forças moderadas, vistas como corruptas, volta-se para as forças extremistas. Um fenónemo preocupante na Europa, explicou a organização Transparência Internacional no Parlamento Europeu.

“A maneira mais determinada de lidar com o populismo, cujo aumento estamos agora a assistir, é apostar em força na responsabilização dos políticos. Em países como a Grécia mais de 80% dos cidadãos dizem não confiar no sistema político ou nos partidos. Nesse tipo de ambiente, obviamente que todas as formas de extremismo podem florescer”, afirmou Cobus De Swardt, director executivo da Transparência International.

Esta desconfiança foi observada nos 25 países alvo do relatório, mais é ainda mais evidente naqueles que estão sob programas de resgate como é o caso de Portugal.

O responsável português da organização, Luís de Sousa, deixou o alerta: “A combinação de medidas de austeridade com corrupção e a contínua revelação de escândalos que envolvem governantes, deputados e banqueiros está a criar muita frustração entre as pessoas e muita agitação social. De certa forma, afecta a confiança das pessoas na democracia e a própria legitimidade democrática”.

A organização anti-corrupção aconselhou os governantes e deputados a usarem a crise económica como janela de oportunidade para fazerem reformas de fundo, que devolvam a confiança às populações.