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Economistas discutem crescimento africano

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Economistas discutem crescimento africano

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Diferentes economias africanas registaram, nos últimos 10 anos, taxas de crescimento económico elevadas, criando um clima de otimismo no continente.

O “New York Forum África” reune-se, por estes dias, no Gabão, para analisar o futuro da economia africana.

Os indicadores são animadores. Por exemplo, entre as 10 economias mundiais com maiores taxas de crescimento, seis são africanas.

O presidente do Forum acredita que África é um continente de desenvolvimento:

“África teve um forte crescimento, apesar de certos países passarem por muitas dificuldades. Teve, incontestavelmente, um crescimento económico.
Por isso, pode ser, no futuro, uma terra de desenvolvimento e crescimento para as empresas em dificuldade, do outro lado do Mediterrâneo e mesmo do Atlântico”.

O Banco Mundial está atento e diz que agora só falta incrementar a boa governança. Há mais espaço político e uma sociedade civil mais atenta, como diz o economista-chefe, Shatayanan Devarajan:

“Com uma taxa de crescimento de 5 ou 6 por cento, há muito mais espaço político para uma otimização da boa governança. Constatámos um aumento da sociedade civil e muito mais transparência e informação”.

Há também um forte crescimento demográfico e as previsões dizem que, até 2050, África terá dois mil milhões de habitantes.

Mas estamos perante um crescimento desigual e é isso que preocupa ainda os 800 participantes neste forum.

“Um vento de otimismo económico sopra sobre África. É estimulado por uma nova geração de talentos, promissores e inovadores. Uma geração que, evidentemente, quer fazer ouvir a sua voz em todas as nações que formam este continente”, diz François Chignac, o enviado da euronews a Libreville.