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Hollande mantém plano de retirada do Afeganistão

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Hollande mantém plano de retirada do Afeganistão

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A morte de quatro soldados franceses, este sábado, no Afeganistão não vai alterar o plano de retirada, que começa já no próximo mês.

Esta garantia foi dada pelo presidente François Hollande.

Hollande que, na recente campanha para as eleições presidenciais, se comprometeu com a retirada dos efetivos franceses, até ao final do ano.

E será uma saída, em boa ordem:

“A nossa missão, no Afeganistão, é a de permitir que os afegãos recuperem a sua soberania logo que possível, dentro de uma transição que deve ser ordenada, mas rápida”.

Foi o primeiro ataque, desde o acidente de Kapisa, em Janeiro, que custou a vida a cinco militares franceses.

Os comentadores dizem que a anunciada retirada francesa tem responsabilidades neste ataque suicida. É uma forma de pressão que se vai intensificar, a partir do próximo mês. Essa é a opinião de Pierre Servent analista de assuntos militares:

“No próximo mês, quando as forças francesas estiverem ainda mais vulneráveis, porque estão condicionadas pelo trânsito de tropas e material, infelizmente, não vão parar os ataques dos talibans. Não vão dizer «vamos deixar os francêses ir embora, tranquilamente». Enquanto eles puderem atacar e matar, para mostrar o seu poder, eles vão atacar”.

François Hollande pediu ao ministro da Defesa e ao chede do Estado-Maior das Forças Armadas que se desloquem, este domingo, ao Afeganistão, para simbolizarem o apoio da nação, aos militares franceses.