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Oposição síria diz que o regime agoniza

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Oposição síria diz que o regime agoniza

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O novo líder da oposição síria, Abdel Baset Sayda, afirmou este domingo que a espiral de violência no país está a chegar ao fim e que o regime de Bashar al-Assad está «nas últimas».

O Conselho Nacional Sirio (CNS), a principal coligação de oposição ao regime de Assad, elegeu como novo líder um curdo exilado há 20 anos na Suécia pela sua moderação, apesar de ser desconhecido e não ter experiência política.

“Os nossos contactos com os rebeldes continuam, existem alguns pontos negativos, algumas incompreensões mas estamos a restaurar a relação para chegarmos a uma plataforma comum e a optimizar os esforços revolucionários no terreno.”

Saya respondeu às perguntas sobre o apoio de natureza política e material aos rebeldes

“No que diz respeito ao apoio de países árabes, devo dizer que este apoio é de natureza política e material e as ajudas chegam diretamente ao país e a todas as regiões”.

No terreno a guerrilha continua e as vítimas aumentam.

Um total de 14.115 pessoas, na sua maioria civis, morreram na Síria desde o início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad em Março de 2011, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A ONG contabiliza as mortes de 9.862 civis, 3.470 soldados e 783 desertores na repressão e nos combates. O OSDH considera civis os homens armados que lutam contra o regime.

A violência intensificou-se na Síria apesar da presença de 300 observadores da ONU responsáveis por supervisionar a trégua em vigor desde 12 de Abril e continuamente ignorada.
No sábado, pelo menos 111 pessoas, entre elas 83 civis e 28 soldados, morreram no país, segundo o OSDH.