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Franceses votam menos nas eleições legislativas

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Franceses votam menos nas eleições legislativas

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O maior desafio das forças políticas no próximo domingo é a mobilização do eleitorado. Na primeira volta a abstenção ultrapassou os 40% mas, para o analista Frédéric Sawicki, da Universidade Paris Sorbonne, trata-se de um fenómeno natural:

“Muitos eleitores consideram que estas eleições são uma espécie de ratificação da eleição presidencial. São uma sequência lógica da campanha presidencial e isto explica, sem dúvida, que os eleitores se sintam menos motivados. As eleições legislativas que seguiram as presidenciais no passado mostraram uma forte baixa na taxa de participação. Esta é uma tendência lógica e habitual”.

Lógico e habitual parece ser também, para Sawiki, o facto de as diferentes forças políticas tentarem acordos locais, tendo em conta o calendário eleitoral:

“Há uma tentação muito forte, particularmente no sul de França, de um determinado número de candidatos da UMP fazerem acordos com a Frente Nacional, porque em 2014 haverá eleições municipais e muitos eleitos da UMP têm medo de perder as respetivas autarquias e pensam que podem ter necessidade dos votos da Frente Nacional”