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Rússia: Milhares desafiam endurecimento do regime de Vladimir Putin

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Rússia: Milhares desafiam endurecimento do regime de Vladimir Putin

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Dezenas de milhar de pessoas reuniram-se no centro de Moscovo para protestarem contra aquilo que consideram o endurecimento do regime russo.

A manifestação foi autorizada mas foi enquadrada por 12 mil elementos das forças de segurança; a polícia convocou os líderes da oposição para interrogatórios e fez buscas em casas de alguns deles.

“Na minha opinião, o poder está em entrar em pânico. Não sabe o que fazer com o movimento de cidadania que não pára de crescer. O poder compreende que isto é perigoso e recorre cada vez mais à repressão. É uma tática primitiva, ofensiva e, se pensa que nos intimida, engana-se. Em resposta, vai haver cada vez mais manifestantes nas ruas”, afirma Sergei Udaltsov, líder da Frente de Esquerda.

“Eu penso que hoje, toda a gente, quer seja de esquerda ou de direita, deve sair à rua, para reagir às rusgas de segunda-feira, porque esta repressão funciona com base no medo. Queremos mostrar ao poder que não vale a pena fazer rusgas nas nossas casas e das nossas famílias durante a noite. Nós não vamos ceder”, avisa Evgenya Chirikova, ativista dos direitos cívicos.

A multidão pede mudanças e novas eleições:

“A injustiça do poder indigna-me e é o que me faz estar aqui. A gota que fez transbordar o copo foi a lei contra as manifestações porque foi adotada por um poder já em exercício e somos numerosos a pensar que os nossos direitos cívicos estão a ser espezinhados e que a lei é anti-constitucional”.

Vladimir Putin assinou na sexta-feira uma lei que restringe as manifestações, prevendo multas no valor de milhares de euros para os participantes e organizadores.

“Os pedidos dos participantes nesta manifestação estão expostos no “Manifesto da Rússia Livre” e a exigência principal é a de eleições honestas”, revela-nos o nosso correspondente em Moscovo, Alexander Shashkov.