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Esquerda grega de Tsipras garante instrumentos contra a indignidade

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Esquerda grega de Tsipras garante instrumentos contra a indignidade

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Alexis Tsipras, de 37 anos, é formado em engenharia civil e tem alguns estudos de pós-graduação.
É um dos mais novos políticos gregos, defende uma frente de esquerda anti-austeridade:

“Queremos dizer ao povo grego, e dizemo-lo alto e bom som para os líderes europeus ouvirem, que ninguém pode ser conduzido voluntariamente para a indignidade, a submissão e o suicídio”.

O crescimento do Syriza, partido da esquerda unida liderado por Tsipras, é considerado como uma das manifestações de protesto contra a política de austeridade seguida nos últimos anos, sendo outra a entrada no parlamento de partidos da extrema direita.

A Grécia já está há cinco anos em recessão, “o que é um caso único na Europa”, e considerou o programa negociado com a “troika” “uma catástrofe, um remédio que está a matar o doente e que se não deixarem de lho dar fará a doença alastrar a toda a Europa”.

O Syriza foi o segundo partido mais votado (16 por cento) nas legislativas de 6 maio, mas, a ausência de condições para formar um governo levou à convocação de novas eleições na Grécia.

Tsipras pretende renegociar o memorando assinado com a “troika”, mas isso não implicará que a Grécia, ao deixar de cumprir os compromissos com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), tenha de sair do euro.

“Recusar um programa errado não significa que a Grécia tenha de sair da UE e do euro, que não têm proprietário nem senhorios, e de quem somos um parceiro em pé de igualdade”, afirmou Tsipras.

Admitiu que se for primeiro-ministro terá também de negociar uma solução para a Grécia com a chanceler alemã, Angela Merkel, que aos olhos de Atenas é o paladino da austeridade na UE.

Na conferência de imprensa, em véspera do comício de encerramento da campanha, Tsipras prometeu uma luta sem tréguas à corrupção e ao clientelismo político que levou a Grécia ao fundo. E salientou:

“O que podemos garantir é que a Grécia não vai continuar a ser uma cobaia. Não vamos permitir que todo o peso da crise recaia sobre o povo grego, que não é responsável pela situação”.

Os gregos mostram apreciar Tsipras que afirma que para resolver a crise financeira na Grécia “não é preciso mais dinheiro, necessariamente, é preciso é que o dinheiro seja bem aplicado”.