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Líder dos conservadores gregos promete não prometer...mas promete


Grécia

Líder dos conservadores gregos promete não prometer...mas promete

Antonis Samaras apresenta-se como o garante de que Grécia ficará na zona euro, mas quer renegociar o plano de rigor da UE e o FMI, o famoso memorando.

O líder dos conservadores da Nova Democracia nunca escondeu a ambição de se converter em chefe do executivo grego, mesmo que tenha dito que não podia fazer promessas que não poderia cumprir. Mas fê-las. E tentadoras.

Começou por prometer reduzir os impostos às empresas de 23% para 15%, o IVA do 23 para 19% e o imposto sobre o rendimento, o máximo, de 45% para 32%.

Comprometeu-se ainda a criar 150 mil empregos no setor privado até meados de 2013.

Nas eleições de 6 de maio, Samaras obteve um resultado dececionante: a vitória, com 18,8% dos votos, não lhe permitiu formar Governo.
Os eleitores castigaram a Nova Democracia, apesar das reticências do líder em apoiar o segundo memorando, o plano de resgate de 130 mil milhões de euros.

Quando Bruxelas pediu garantias assinadas aos líderes gregos para o segundo memorando, Samaras negou, argumentando que a palavra de honra era suficiente.

Antonis Samaras:

“- Já o disse dantes e di-lo-ei de novo: não assinarei esses documentos”.

Este economista formado em Havard e no Amherst College de Massachussets, onde partilhou casa com o rival Yorgos Papandreu, mudou várias vezes de postura em relação aos memorandos.
Opôs-se radicalmente ao primeiro, assinado em 2010, e depois, em novembro de 2011, Samaras pediu a demissão de Papandreu como condição prévia para entrar num Governo de coligação.

Samaras:

“- O senhor Papandreu não decide o que quer fazer, e está a bloquear todas as soluções. Enquanto Papandreu não se demitir, está a bloquear a Constituição. Estou decidido a ajudar, se ele se demitir, para tudo seguir o rumo.”

Antes de entrar no governo de coligação de Lukás Papademos, opôs-se a que os dirigentes da Nova democracia participassem no executivo para não desgastar a imagem antes das eleições.

Samaras nasceu em 1951 no seio de uma rica família de comerciantes e de políticos.

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