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Maior integração económica aprovada no Parlamento Europeu

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Maior integração económica aprovada no Parlamento Europeu

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No Outono, a Comissão Europeia (CE) fará novas propostas sobre uma união bancária, ao nível da supervisão e de fundos de garantia comuns. O anúncio foi feito pelo presidente da CE que insistiu, no plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que só maior integração salvará o euro.

“Vou exortar o Conselho Europeu a assumir compromissos concretos no sentido de criar uma união económica e monetária plena”, disse José Manuel Barroso.

Nesta sessão, os eurodeputados também aprovaram dois pacotes de legislação para combater derrapagens do défice na zona euro. As propostas visam dar a Bruxelas mais poderes para monitorizar e corrigir os orçamentos de cada um dos 17 estados-membros.

“Penso que é de extrema importância que a Comissão Europeia disponha de meios para intervir na governação económica ao nível de cada país; nas situações em que detetem défices orçamentais que ultrapassam largamento os limites ou em que haja desequilíbrios macroeconómicos entre os diferentes países-membros”, explicou o líder dos socialistas e democratas, Hannes Swoboda.

Além de maior monitorização, estes pacotes incluem a proposta de criar um Fundo de Resgate Europeu, que mutualize a dívida soberana dos países em que esta ultrapasse os 60% do PIB. Algo que a maior economia da UE tem rejeitado, mas que alguns dizem ser inevitável.

“A Alemanha tem de perceber que enfrenta uma escolha decisiva. Ou aceita mutualizar a dívida soberana e, nesse caso, penso que o euro pode ser salvo. Ou a Alemanha recusa fazer esse esforço e tal poderá levar ao desaparecimento do euro. E se o euro desaparecer, quem é a primeira vítima? A economia alemã!”, afirmou o líder dos liberais e democratas, Guy Verhofstadt.

Messagens dos Parlamento a poucos dias das eleições na Grécia, vistas como cruciais para a zona euro. Esse resultado terá grande peso no rumo político da UE a traçar na cimeira dos chefes de Estado e de Governo, no final do mês.