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Juros da dívida espanhola a 10 anos atingem barreira dos 7%

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Juros da dívida espanhola a 10 anos atingem barreira dos 7%

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A pressão sobre Espanha aumenta a cada dia que passa e as palavras cautelosas dos governantes de pouco ou nada valem para tranquilizar os mercados.

Esta quinta-feira, os juros dos títulos de dívida a 10 anos atingiram o nível mais alto desde a formação da zona euro.

Subiram até à barreira psicológica dos 7%, com o risco da dívida a alcançar os 551 pontos base, depois da decisão da Moody’s de baixar o rating da dívida espanhola em três níveis.

Um cenário periclitante, que os analistas consideram como o limite. Foi assim que se precipitou o resgate da Grécia, Irlanda e Portugal.

“Os mercados começarão, provavelmente, a pensar que Espanha recebeu um resgate financeiro apesar da existência de um enquadramento específico. E todos nós sabemos o que acontece quando os mercados perdem a confiança. No contexto atual, penso que à medida que a pressão sobre os juros dos títulos da dívida do sul da Europa aumentar, aumentará também a pressão sobre o Banco Central Europeu para tomar medidas adicionais e comprar obrigações no mercado secundário”, diz Peter Dixon, do Commerzbank.

Na semana passada, o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, pediu ao Banco Central Europeu para voltar a comprar obrigações no mercado secundário.

O total de compras do BCE mantêm-se, nesta fase, nos 212 mil milhões de euros, desde maio de 2010, altura em que começou o controverso programa de compra de dívida do euro.