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Bancos centrais preparam-se para eventual saída da Grécia do euro

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Bancos centrais preparam-se para eventual saída da Grécia do euro

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A contagem decrescente para as eleições legislativas de domingo, na Grécia, está em marcha e a incerteza em relação aos resultados do escrutínio é motivo de alarme.

Os especialistas alertam que a vitória da coligação de esquerda radical Syriza, que prometeu anular as medidas de austeridade que o país acordou em troca da ajuda externa, pode precipitar a saída do país do euro.

Face a esse cenário, os bancos centrais das principais potências mundiais estão a estudar planos de emergência para injetar liquidez perante um eventual tumulto.

De acordo com Charles Dallara, diretor do Instituto de Finança Internacional, o custo de uma saída da Grécia excederia 1 bilião de euros.

Neste contexto, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, garantiu, esta sexta-feira, em Frankfurt, que continuará a fornecer liquidez aos bancos: “O Banco Central Europeu tem o papel crucial de prover liquidez. Foi o que fizemos durante a crise, fiéis ao mandato de manter a estabilidade de preços a médio prazo. É o que continuaremos a fazer. O sistema do euro continuará a prover liquidez aos bancos solventes onde for necessário.”

Será preciso esperar para ver, mas em função do que acontecer domingo, e da resposta do mercado à questão grega, poderá haver uma reunião de emergência dos ministros das Finanças do G7, na próxima segunda ou terça-feira, em Los Cabos, no México, em coordenação, por teleconferência, com os bancos centrais.