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Ligações perigosas entre as várias fações políticas francesas
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A segunda volta das legislativas em França vai ser uma autêntica luta serrada e inédita. Os resultados da Frente Nacional elevaram-se para mais de 13%na primeira volta.
Assim, o partido apresenta-se em força e disposto a influir no resultado dos rivais. A Frente Nacional apresenta-se em 29 circunscrições.

No caso de dois candidatos ficarem distanciados e um terceiro obtiver mais de 12,5% dos votos é autorizado a ir à segunda volta.

Apresentam-se, então, diferentes cenários: a não desistência, com a continuação dos dois principais candidatos com o terceiro, atrás. Está assim apresentado o triângulo de que falam os Media franceses.

A FN podia desistir a favor da UMP, mas também pode retirar-se a favor do PS.

A UMP pode retirar-se a favor da FN.

E a famosa frente republicana, que pretende que o candidato com mais hispóteses desista a favor do PS para fazer barragem à extrema direita.

Mas a grande novidade deste ano é a fissura na frente republicana, tão evidente que a separação dos movimentos gaulistas podem ceder à Frente Nacional. Jean François Copé é exemplo do “nim*, nem sim nem não:

“Nesse caso, e como foi debatido, a nossa posição é extremamente clara. Não aconselhamos o voto na Frente Nacional mas, por outro lado, nem pensar em votar por um candidato socialista.”

Mas também esta política tem fissuras. Por exemplo, numa circunscrição do sul, perto de Marselha, um candidato da UMP decidiu desistir a favor da Frente Nacional evocando os valores comuns das duas formações:

Roland Chassain, UMP: “- Há certos valores que há que impulsionar, como a oposição ao voto dos imigrantes, Shengen, a insegurança e, consequentemente, a política de assistência. Nesta região só se fala disso”.

Ligações perigosas entre a direita tradicional e a extrema direita que, às vezes, se voltam contra a UMP, quando a FN joga o trunfo da vingança.
perto de marselha, em Essone, a candidata da UMP tanto falou mal de Le Pen que o candidato da extrema direita aconselhou o voto no partido socialista.

No campo da esquerda, a tradição marca que o candidato que chega em segundo lugar se eclipsa em favor do mais votado.

Este ano produziu-se uma excepção notável em La Rochelle, onde Ségolène Royal está em apuros face a um dissidente socialista , por causa de um tweet sobre aquela a quem chamou Rotweiller do presidente.

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