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Malvinas continuam a dividir argentinos e britânicos

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Malvinas continuam a dividir argentinos e britânicos

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Trinta anos depois do fim da guerra das Malvinas, o arquipélago do Atlântico Sul continua a dividir britânicos e argentinos. A efeméride foi ontem assinalada em Port Stanley, capital das ilhas que Londres chama Falkland, e pela presidente da Argentina que levou o diferendo à comissão de descolonização da ONU. “Queremos a reabertura das negociações. Que culpa têm os argentinos do que se passou no dia 24 de março de 1976” – questionou Cristina Kirchner que fez alusão à data do golpe de Estado que instaurou a ditadura militar. Seis anos depois, em abril, a junta enviou tropas para ocupar as ilhas que estão sob domínio britânico desde 1833.

Em Londres, o primeiro-ministro David Cameron, foi categórico: “Não vai haver nenhuma negociação. Não subestimem a nossa determinação. As tentativas para intimidar os ilhéus não terão sucesso.”

A guerra durou dois meses e fez cerca de novecentos mortos, a maioria argentinos. Em Buenos Aires, os ex-combatentes reclamaram ontem o reconhecimento do seu estatuto ao governo. Além da posição estratégica, o arquipélago é cobiçado pelos bancos de pesca e pelos hidrocarbonetos.