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Euro ou não euro, eis a questão das legislativas gregas

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Euro ou não euro, eis a questão das legislativas gregas

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“Sair da crise, mas não do euro”, foi a promessa do conservador Antonio Samaras. No último comício, antes das eleições de domingo, na Grécia, Samaras voltou a acenar com a ameaça da saída da moeda única: “Vamos a votos para decidir o futuro da Grécia e dos nossos filhos. A primeira escolha do povo grego deve ser: o euro ou o dracma.”

O líder da Nova Democracia avisa assim o eleitorado do risco que a Grécia corre caso a extrema-esquerda de Alexis Tsipras ganhe as legislativas do próximo domingo.

O jovem e carismático líder do Syriza clama alto e bom som que é preciso pôr fim ao memorando, isto é, ao plano de austeridade assinado pela troika.

Tsipras promete, caso seja eleito, renegociar o memorando em dez dias – isto é, até à cimeira europeia de 28 de junho. Mas, para o analista Joe Rundle, a Grécia não entrará em “colapso. O que é de esperar é que o Syriza, se for eleito, acabe por reduzir o nível das suas exigências. Não acredito que se passe grande coisa. Eles não podem arriscar uma saída do euro porque têm de pagar os funcionários públicos.” Tanto mais que, se perder a próxima fatia de ajuda externa, Atenas terá os cofres vazios em meados de julho.

Syriza e Nova Democracia estão lado a lado nas sondagens oficiosas, com uma ligeira vantagem para os conservadores – o que fez com que a Bolsa de Atenas encerrasse a semana em alta.