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Dia derradeiro nas presidenciais egípcias

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Dia derradeiro nas presidenciais egípcias

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O futuro do Egito está suspenso nas presidenciais que decorrem este fim de semana. Depois do conselho militar ter dado ordem de dissolver o parlamento na sequência de uma decisão do tribunal constitucional, o papel do futuro presidente permanece um mistério.

Na corrida à chefia do Estado estão dois homens que não representam a classe média urbana que provocou a queda de Hosni Mubarak.

Ahmed Shafik é um militar de carreira que desempenhou altos cargos no regime deposto e foi o último primeiro-ministro de Mubarak. A sua presença na segunda volta destas eleições motivou uma grande contestação mas foi confirmada pelo tribunal constitucional.

Mohammed Morsy é um islamita que diz candidatar-se em nome de Deus. O representante da Irmandade Muçulmana não agrada a muitos egípcios que aspiram a uma vida assente na segurança e na indústria do turismo, em queda desde a revolução que depôs o antigo ditador.

Com a dissolução da assembleia é travado o processo constitucional que deveria definir os poderes do presidente. Qualquer que seja o resultado deste fim de semana, a contestação promete regressar às ruas.