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Anúncio de vitória da Irmandade Muçulmana rejeitado por Ahmad Chafiq

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Anúncio de vitória da Irmandade Muçulmana rejeitado por Ahmad Chafiq

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O palco da contestação egípcia tornou-se num cenário de celebração generalizada. Na Praça Tahrir, milhares de pessoas festejaram a vitória do candidato da Irmandade Muçulmana nas eleições presidenciais deste domingo, apesar de não estar totalmente terminada a contagem dos votos. Os resultados oficiais só serão anunciados na próxima quinta-feira.

Mas Mohammad Morsi apresenta-se, já, como o primeiro presidente da República do Egito “eleito pelo povo”. No primeiro discurso após o escrutínio, Morsi declarou não ter “qualquer intenção de vingança, nem de ajuste de contas” contra os membros do antigo regime, apelando à unidade nacional no exercício de direitos e deveres.

No entanto, os apoiantes de Ahmad Chafiq, o candidato que foi o último primeiro-ministro de Hosni Mubarak, rejeitam liminarmente a vitória de Morsi.

A junta militar no poder, que apoia Chafiq, dissolveu o parlamento egípcio e reclamou para si as funções legislativas. Um novo escrutínio só se poderá realizar após a redação de uma nova Constituição que terá de ser aprovada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas.