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França deposita futuro nas mãos dos socialistas

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França deposita futuro nas mãos dos socialistas

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Todo o panorama político francês se deslocou para a esquerda. François Hollande, que esta segunda-feira participou numa cerimónia de evocação a Charles de Gaulle, preside um país onde os socialistas estão em maioria nas estruturas regionais, no Senado e, agora, na Assembleia.

O PS arrecadou mais de 300 assentos. Os 25 ministros candidatos do governo de Jean-Marc Ayrault, que apresentou a demissão para ser reconduzido (como é habitual em França), foram todos eleitos.

O ministro do Interior, Manuel Valls, definiu o rumo: “reorientar todo o país”, sobretudo na área da Justiça e através da reforma fiscal.

Ségolène Royal saiu a perder das eleições e, logo, do folhetim que envolveu também a atual mulher de François Hollande. Royal aponta agora baterias para conquistar a direção do PS.

A extrema direita ficou igualmente aquém dos objetivos. A Frente Nacional elegeu apenas dois deputados, entre os quais Marion Maréchal Le-Pen, a neta de 22 anos do histórico fundador do partido.

O desaire da direita ficou bem patente, com o UMP a perder mais de cem lugares no hemiciclo. A liderança de Jean-François Copé está claramente em risco. Copé declara que o seu papel, agora, é de “fazer uma reflexão programática, de colocar as ideias sobre a mesa, no sentido de construir o futuro, relembrando a todos a importância da unidade.”

O propósito de Hollande de reforçar o papel do parlamento não teve grande eco no eleitorado: a afluência às urnas pouco ultrapassou os 56 por cento.