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Juros espanhóis em novo máximo

Os juros da dívida espanhola atingiram um novo máximo esta segunda-feira, depois do ministro das Finanças Luis de Guindos ter dito que a economia espanhola precisaria de 100 mil milhões de euros para financiar a banca.

Os analistas dizem que o país só vai poder financiar a dívida durante alguns meses e vai, provavelmente, ter de recorrer a um plano de resgate da troika, à semelhança do que já aconteceu com Portugal, Irlanda e Grécia.

Em apenas uma semana, a taxa de juro a 10 anos ganhou quase um ponto percentual. Subiu dos 6,3% para os 7,25% atingidos esta segunda-feira. A situação na Grécia também está a contribuir.

“A bomba na Grécia ainda não explodiu e pensamos que vai ser difícil formar um governo. Por isso, os prémios de risco, em Espanha e nos outros países periféricos, deve continuar a subir e os mercados devem continuar a esticar a corda. A bola está no campo da Europa e dos políticos europeus, eles é que devem agora tomar as decisões certas, a médio e a longo prazo”, diz o analista Juan Pedro Zamora.

A ajuda aos bancos espanhóis deve fazer aumentar a dívida pública para os 90% do PIB.

Os mercados temem que os problemas financeiros da Espanha não se limitem aos bancos. Um resgate ao país pode custar muito mais que a todos os outros países ditos periféricos.

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