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G20 só vê resultados na cimeira europeia do fim do mês

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G20 só vê resultados na cimeira europeia do fim do mês

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Os problemas financeiros da Europa estiveram no centro do debate na cimeira do G20, que terminou esta terça-feira no México. Quando a Europa vacila, todos os países do mundo são afetados.

Interpelados pelos participantes a contribuir para sair do marasmo económico, os dirigentes europeus manifestaram de novo a vontade de superar a crise de uma vez.
A mensagem foi bem recebida e, segundo o presidente norte-americano, foi convincente:

“- Os nossos amigos europeus compreenderam claramente a gravidade da situação e estão a avançar com maior sentido de urgência. Acolho positivamente os passos que deram para impulsionar o crescimento, a estabilidade financeira e a responsabilidade fiscal. Nenhuma das medidas planeadas vai resolver todos os problemas em duas semanas ou dois meses, mas a cada passo mostra que a Europa está a avançar para mais integração e não para para a ruptura”.

Os desafios com que se deparam os europeus vão para além das fronteiras do Velho Continente. Se a crise se agravar na Europa, atingirá os Estados Unidos, pois a Europa é o principal parceiro comercial de Washington, o que poderia comprometer a reeleição de Barak Obama.

O que não houve foi respostas concretas e precisas para a crise, apesar do presidente francês, François Hollande, anunciar que as vai ter em breve:

“- Nós, os europeus, fixámos três objectivos comuns que teremos que especificar na cimeira europeia no fim do mês: o crescimento, a estabilidade financeira e a responsabilidade financeira.”

Falta alinhar posições sobre um plano de acção…ou seja, obter as boas graças de Angela Merkel que, apesar do isolamento, não parece disposta a ceder sem obter nada em troca.
Por enquanto, a chanceler alemã iniste na união política.

“- Pelo meu lado, volto a deixar claro que precisamos de mais Europa, esperamos ir mais longe na colaboração com os parceiros, porque os mercados movem-se juntos.”

Os defensores do crescimento, liderados por França e Itália e apoiados por Washington, ou da emissão de eurobonds, a que se opoe Berlim, terão de dar um passo para essa integração política se pretendem que Alemanha flexibilize a posição.

O mundo espera com impaciência a cimeira europeia do 28 e 29 de junho para verificar se os europeus cumprem os compromissos adquiridos com a comunidade internacional ou se vão continuar â espera de outra cimeira que traga a chave do milagre económico.