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Julian Assange entre o asilo político e o regresso à prisão

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Julian Assange entre o asilo político e o regresso à prisão

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A polícia britânica ameaça deter Julian Assange por violar a liberdade condicional.

O fundador do sítio Wikileaks encontra-se refugiado desde ontem na embaixada do Equador, em Londres.

Assange apresentou um pedido de asilo político a Quito para evitar a extradição para a Suécia onde é acusado de assédio sexual.

O gesto, tão inesperado quanto desesperado, ocorre depois de Assange ter entrevistado o presidente equatoriano em Maio que o acolheu com um “bemvindo ao clube dos homens perseguidos pela justiça”.

O “rei das fugas de informação” tenta agora escapar-se à extradição, num momento em que se encontra em prisão domiciliária há 13 meses. A justiça britânica tinha rejeitado na semana passada o último recurso de Assange para evitar um julgamento na Suécia.

Para o advogado de acusação sueco: “não quero fazer considerações sobre a atitude das autoridades equatorianas, mas penso que o Equador, como a Suécia, é um estado de direito e que vai cumprir as leis internacionais, nomeadamente uma decisão do supremo tribunal britânico baseada num mandado de captura europeu”.

Os apoiantes de Julian Assange temem que o julgamento na Suécia possa abrir as portas a uma extradição para o outro lado do Atlântico.

A divulgação de milhares de documentos confidenciais pelo sítio Wikileaks é considerada como uma violação do segredo de estado, nos Estados Unidos. Um crime passível da pena de morte.