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Resgate é "tabú" para o governo espanhol

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Resgate é "tabú" para o governo espanhol

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“A Espanha não necessita de um plano de resgate”, frente ao parlamento, o ministro do Orçamento espanhol voltou a reafirmar o credo do governo conservador.

Para Cristobal Montoro a recapitalização dos bancos, financiada pelos fundos europeus, insere-se antes de mais no plano de reformas estruturais levadas a cabo por Madrid.

“Espanha não necessita de um plano de resgate enquanto continuar a levar a cabo as atuais reformas”.

Segundo fontes diplomáticas, Madrid poderá oficializar o seu pedido de uma ajuda de 100 mil milhões de euros ao eurogrupo, na quinta-feira, após a divulgação dos primeiros testes de resistência ao fragilizado sistema bancário.

Ao final da cimeira do G20, o primeiro-ministro Rajoy voltou a afirmar que a solução para a crise passa antes de mais pelas reformas:

“Vamos cumprir a nossa promessa de não gastar o que não temos e que vamos continuar empanhados no projeto de uma grande europa, com uma união bancária e maior integração fiscal, pois será o melhor para os europeus e também para os espanhóis”.

Mas as reformas poderão não bastar não só para os mercados que pedem mais detalhes sobre a situação do sistema bancário e do plano de resgate, mas também para a população que multiplica os protestos.

À greve indefinida dos mineiros asturianos e de outras regiões espanholas vão somar-se esta tarde várias manifestações convocadas pelos sindicatos contra as medidas de austeridade.