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Auditorias situam ajuda aos bancos espanhóis entre 51 e 62 mil milhões de euros

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Auditorias situam ajuda aos bancos espanhóis entre 51 e 62 mil milhões de euros

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Sem pedido formal de resgate à vista, a Espanha prepara-se para solicitar oficialmente a ajuda para a recapitalização do seu sistema bancário, como confirmou, esta quinta-feira, o ministro da Economia, Luis de Guindos.

Mas, o que realmente aguardavam os mercados era a divulgação dos resultados das provas de stress à banca espanhola, realizadas por duas empresas independentes de auditoria. E os números ficaram muito aquém do previsto.

Segundo o vice-governador do Banco de Espanha, Fernando Restoy, “a Oliver Wyman estabelece a margem de necessidade agregada de capital, num cenário extremo, entre 51 e 62 mil milhões de euros. Por seu lado, a Roland Berger situa-se no limite inferior do intervalo, nos 51 mil e 800 milhões de euros.”

Para a agência de notação Fitch, Madrid necessita de 90 a 100 mil milhões de euros para lidar confortavelmente com todas as dificuldades. Já o Fundo Monetário Internacional tinha falado em bastante menos, 40 mil milhões de euros.

Ou seja, as diferentes estimativas não batem certo, até porque as repercussões da crise imobiliária espanhola poderão estar ainda longe de um apuramento preciso.

Em maio, o governo de Mariano Rajoy foi forçado a uma intervenção de urgência, nacionalizando parcialmente o Bankia, um dos bancos mais expostos aos chamados ativos tóxicos.