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Egito: a morte de Mubarak e a sobrevivência dos militares

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Egito: a morte de Mubarak e a sobrevivência dos militares

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“Rei morto, rei posto”, é assim que a população egípcia interpreta as contradições sobre o estado de saúde de Hosni Mubarak.

No Cairo, muitos pensam que a confirmação oficial da morte do presidente deposto deverá ser anunciada só após a divulgação dos resultados das presidenciais.

Mubarak encontra-se hospitalizado deste a noite de ontem, oficialmente em “estado de coma”, depois de ter sido vítima de um acidente vascular cerebral.

A agência noticiosa egípcia afirma, no entanto, que o “Faraó”, como era conhecido, foi declarado clinicamente morto e encontra-se sob assistência respiratória.

A mulher e os filhos encontram-se desde ontem no Hospital militar do Cairo para onde Mubarak foi transferido.

O homem que governou o Egito durante 31 anos à frente de um regime militar tinha sido condenado no início do mês à pena perpétua pela repressão da revolta de há um ano.

Os egípcios parecem mais preocupados com o seu legado na política egípcia, num momento em que o ex-primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, poderá suceder ao “Faraó”.