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Egito: a pesada herança de Hosni Mubarak

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Egito: a pesada herança de Hosni Mubarak

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A praça Tahrir volta a ser o epicentro da contestação contra o regime militar no Egito.

A oposição convocou para amanhã uma nova manifestação num momento em que a junta dissolveu o parlamento e a comissão eleitoral adiou para uma data indefinida o anúncio dos resultados das presidenciais.

Face ao impasse no processo de transição política alguns partidos da oposição não hesitam em ameaçar com uma nova revolução.

“A Comissão eleitoral diz que está a examinar as queixas dos candidatos, para isso não precisam de mais do que 24 horas para que os resultados sejam finalmente anunciados. Eles estão a testar os nossos nervos mas nós somos pacientes e vamos esperar a divulgação dos resultados”.

Um impasse similar ao da situação do ex-presidente egípcio.

Dezenas de apoiantes e detratores concentraram-se frente ao Hospital militar do Cairo face à incerteza sobre a morte de Mubarak, desmentida pelos médicos que afirmam que se encontra em estado de coma.

“Se fosse um homem decente traria de volta o dinheiro que transferiu para o estrangeiro, uma vez que está à beira da morte e sabe que deus o irá fazer pagar pelos 80 milhões de Egipcíos que passaram fome, foram roubados ou mortos”.

Para a maioria dos egípcios, a confirmação oficial da morte do presidente deposto deverá ser anunciada só após a divulgação dos resultados das presidenciais.