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Egito: oposição ameaça iniciar uma nova revolução

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Egito: oposição ameaça iniciar uma nova revolução

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O futuro do processo político no Egito parece tão incerto quanto o estado de saúde de Osni Mubarak.

A Comissão Eleitoral decidiu adiar a divulgação dos resultados das presidenciais, prevista para hoje, num momento em que os dois principais candidatos clamam vitória.

A comissão afirma necessitar de mais tempo para examinar as queixas dos candidatos.

Na praça Tahrir, um manifestante afirma que o conselho militar está a violar a lei ao dissolver o parlamento. A recomendação do tribunal constitucional não deve impedir os deputados de continuar no cargo até às próximas eleições.

Um ano após a revolta que levou à queda de Osni Mubarak, a União Europeia e os Estados Unidos mostram-se preocupados com o processo de transição política no país.

Para a secretária de estado norte-americana, “os militares têm de assumir que o seu papel não passa por interferir, dominar ou perverter a autoridade constitucional. Têm de garantir a redação de uma nova constituição”.

O partido dos irmãos muçulmanos, principal vencedor dos primeiros escrutínios democráticos ao nível municipal e legislativo e favorito para as presidenciais, convocou para amanhã uma manifestação na praça Tahrir.

A oposição ameaça com uma nova revolução caso o exército não cumpra a promessa de abandonar definitivamente o poder.