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Novo presidente do Egito não terá vida fácil

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Novo presidente do Egito não terá vida fácil

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Esta manhã, a Praça Tahrir regressa à vida normal, depois dos festejos da noite para celebrar a vitória de Mohammed Morsi. Mas o novo presidente do Egito tem agora pela frente vários desafios, a começar pela redução dos poderes presidenciais, levada a cabo pelos militares.

Oriundo das fileiras da Irmandade Muçulmana, Morsi, no seu primeiro discurso, fez questão de garantir que será “o presidente de todos os egípcios, no país e no estrangeiro; muçulmanos e cristãos.” E acrescentou: “O Egito precisa, hoje, de um povo unido.” Morsi referiu ainda que o país respeitará todos os compromissos internacionais já assumidos – o que engloba os acordos de Paz com Israel. E rematou: “A revolução vai continuar até que se cumpram todos os seus objetivos.”

Uma revolução que os apoiantes de Ahmed Shafiq, o candidato derrotado, consideram traída. Os simpatizantes do ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak exprimiam a sua dor e revolta, enquanto os apoiantes de Mohammed Morsi – que, recorde-se, conquistou apenas 48,27 por cento dos votos – celebravam a vitória. “Estou muito contente. É um grande dia para o Egito. Não tenho palavras para exprimir a minha alegria”, exultava uma mulher.

No Cairo, o correspondente da euronews, Riad Mouasses, lembra: “A vitória de Mohamed Morsi nas eleições presidenciais não representa necessariamente o fim da crise política no Egito, mas abre um novo capítulo na confrontação com a junta militar, que conserva ainda o poder legislativo e uma grande parte do poder executivo.”