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Chipre estuda resgate financeiro

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Chipre estuda resgate financeiro

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Chipre não está à venda, esta a reação do presidente da República de Chipre após um encontro na terça-feira com líderes políticos na capital, Nicósia, na sequência do pedido de resgate à União Europeia.

Respondendo a questões de uma jornalista, Demetris Christofias falou da dignidade do povo de Chipre. As negociações com a União Europeia ainda não começaram mas especula-se que o país possa necessitar de 10 mil milhões de euros.

“Não sabemos qual vai ser o custo e o que é que a União Europeia vai exigir em retorno pelo empréstimo. A maior preocupação é que isto possa levar ao aumento da carga fiscal sobre as empresas que neste momento, a 10%, é a mais baixa da Europa”, afirma Fiona Mullen, analista económica.

A exposição dos bancos cipriotas à situação na Grécia alcança os 29 mil milhões de euros, o equivalente a 160% do PIB. Segundo o FMI, a economia na ilha poderá contrair-se 1,2% este ano; Em 2011, o défice do PIB atingiu 6,3%, um dos mais elevados na zona euro.

Representantes da União Europeia e do Banco Central Europeu deslocam-se a Nicósia na próxima semana para determinarem os valores do resgate.
Entretanto, é já este domingo que Chipre substitui a Dinamarca na presidência da União Europeia.