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Egito: Morsi quer "independente" para dirigir governo

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Egito: Morsi quer "independente" para dirigir governo

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Na emblemática praça Tahrir, mantém-se a mobilização contra os vastos poderes nas mãos do conselho militar egípcio.

Num revés para os generais que controlam o país, o tribunal administrativo do Cairo “suspendeu a aplicação” do decreto que autorizava o Exército a deter civis, imposto pelo governo interino antes da segunda volta das presidenciais.

Um membro da Irmandade Muçulmana defende que “o decreto do ministério da Justiça representava um claro abuso de poder, sem base legal”.

Sublinhando a vontade de um largo consenso, o presidente eleito recebeu os membros do Conselho Superior das Forças Armadas e fez saber que está à procura de um “independente” para dirigir o governo. Segundo a imprensa egípcia, um dos nomes equacionados por Mohamed Morsi é o do Nobel da Paz Mohamed El Baradei.

Derrotado por Morsi nas presidenciais, Ahmed Chafik deixou esta terça-feira o país em direção à Arábia Saudita, oficialmente em peregrinação. Mas a viagem tem lugar num momento em que o procurador-geral egípcio entregou a um juiz de instrução um inquérito por corrupção que visa o último primeiro-ministro de Hosni Mubarak.