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Cimeira da UE procura equilíbrio entre crescimento e salvar euro

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Cimeira da UE procura equilíbrio entre crescimento e salvar euro

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A família política europeia reúne-se, em Bruxelas, sob os olhos atentos das populações de 27 países, mas tambéem do resto do mundo afetado pela crise do euro.

Espanha e Itália são as novas vítimas do ciclo vicioso de endividamento dos estados para resgatar bancos, pelo que a cimeira de quinta e sexta-feira se vai centrar no debate de uma união bancária.

“Como sempre nestes Conselhos Europeus, no final chega-se a algum tipo de compromisso entre o que é pedido a longo prazo e a curto prazo. Mas estou relativamente otimista e penso que este conselho europeu vai ser importante. Não diria que vai ser histórico, mas figurará no top 5 das quase tês dezenas que tivemos em quatro anos”, disse Alexander Stubb, ministro dos Assuntos Europeus da Finlândia.

O eixo franco-alemão concorda com maior integração económica na zona euro, mas diverge no método. A Alemanha quer mais controlo dos orçamentos antes de injetar dinheiro. A França pressiona para mutualizar pelo menos parte da dívida europeia via fundos de resgate e BCE.

“No que toca à união bancária, parece haver uma certa convergência, que é encorajadora. Já nas medidas de curto prazo, há mais divisões de opinião. Vamos ver o que se poderá atingir em termos de compromisso”, afirma o analista político
Jean Pisani-Ferry, diretor do centro de reflexão Bruegel.

O compromisso dado como certo é a adoção de um pacote de promoção do crescimento e do emprego no valor de 130 mil milhões de euros.

Combina fundos estruturais e reforço do Banco Europeu de Investimento, havendo também cada vez mais abertura para um imposto sobre as transações financeiras.